Segue o link do Blog: Juventude Rebeldia e Esperança.
As imagens são fortes e interessantes.
http://juventuderebeldiaesperanca.blogspot.com/2010/07/sionismo-nazismo.html
Falar sozinho é uma arte.
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Uma vez fui na cidade,
Na maldita perdição,
Lá perdi meu pala velho
Que me doeu no coração.
Quando voltei da cidade
Vinha com dor na cabeça
Cheguei fazendo promessa:
Deus permita que apareça.
Encontrei xirú do posto
E não deixei de maliciar
Que ele achou meu pala velho
E não queria me entregar.
Fui dar parte ao comissário,
Ficou pra segunda-feira
Me levaram na conversa,
E se foi a semana inteira.
Veja as coisas como são,
Como se forma a lambança
Que pelo mal dos pecados
Era o forro das crianças.
Com este meu pala rasgado
Passava campos e rios
Com este meu palinha velho
Não temo chuva e nem frio.
Foi forro para carpetas
Em carreiras perigosas
Inté serviu de agasalho
Pra muitas prendas mimosas.
Inté nas noites gaudérias
Meu pala, soltito ao vento,
Ia abanando pachola
Pras luzes do firmamento.
Informem nas vizinhanças
Este triste sucedido
Quem tiver meu pala velho
Que prendam este bandido.
Neste mundo todos morrem
Da morte ninguém atalha
Me entreguem meu pala velho
Para mim levar de mortalha.
Noel Guarany
Estava eu em um ponto de ônibus, sentindo o Minuano. Este deixava gélido o meu rosto e quebrava minhas melenas para trás, igual às crinas de um cavalo a galope. Pensei um pouco em mim; um egoísmo só e, notei que algo me fitava: um cachorro. Não era um cachorro de raça, era um cachorro ruço, comum; um cusco – como se fala nessa região. Estava ali, faminto, sujo e com frio. Pedia carinho, comida e dignidade. Ele vivia, mas não sobrevivia. …..Clique aqui para saber mais
Noite de São João para além do muro do meu quintal.
Do lado de cá, eu sem noite de São João.
Porque há São João onde o festejam.
Para mim há uma sobra de luz de fogueiras na noite,
Um ruído de gargalhadas, os baques dos saltos.
E um grito casual de quem não sabe que eu existo.
Alberto Caeiro
PESSOA, Fernando. Poemas completos de Alberto Caeiro. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.
Eis a minha crônica favorita. Ela fora escrita por Rubem Braga.

