(Teu) erro crasso

para meu mais fiel e antigo amigo

O abraço no vento frio e os pés sobre o colo, desejando a massagem de outrora, aquela que nunca obteve, mas há nostalgia. Observo-a, analiso-a. Estou atento ao brilho do sorriso, ao brilho dos olhos, ao soar doce das palavras. Pede o braço, proteção na noite fria, o calor. O beijo.
Concluo: (tu) não soubeste ouvi-la. Erro crasso.

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O que não se explica

Vento, inverno venta
inventa
desbotar teus cabelos
Minuano, fogo.
Paixão.

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Chef d’oevre

Custoso prelúdio.
até pensei ser um repúdio, pois
muito és tímida, de
indecente recato e
larga solidão.
assim, demorei-te a ver os olhos, mas

caí em tentação
a hora que abriste sorriso,
minha flor.
indeciso, não soube o que fazer
larguei a pena,
apenas te admirei com devoção.

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Seis

Brilha como a lua. Via láctea: caminhos confusos, acinturados, curvilíneos. Usas teu olhar de viés, esboça o sorriso irônico. Não ouso teu nome no afago doce, mas acendo o Benson, para iluminar os corpos.
O êxtase. Tento ser culto, mas calo ante teu ouvido sensível. Tua cara esboça outro olhar. Solto a baforada certeira em meio ao gemido. Tenho teu nome, as seis letras. E o estafe.

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Meia-noite e um quarto.

Passa a certeza dos dias
e morre a confiança na noite.
Ameaça meus instintos.
No final diz: foi só uma coisa,
Assim.

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