Subia tuas escadas e adentrava a teu íntimo;
Da tua janela via o sol, que se punha triste.
E quando tinha sono, em teu leito deitava.
Tu foste minha casa, fostes a mulher amiga,
O meu porto seguro.
Só tuas paredes sabem e nunca dirão
Pois lá estão meus segredos e minh’alma.
Devo a ti o meu repouso, devo a ti minha vida.
E quando a hora chegar enterre-me ali, no porto,
Defronte minha paragem: a eterna Casilha.
